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Alguma vez lhe aconteceu ter saudades de algo com que se despediu sem qualquer arrependimento, tendo a certeza que essa despedida apenas lhe trazia benefícios? Se sim, sabe como é amarga a sensação de impotência perante a impossibilidade de fazer com que o tempo faça reversão de marcha e tudo que foi dito e feito possa ser apagado e esquecido como se fosse um jogo de faz de conta. Se alguma vez lhe aconteceu, já sentiu então naqueles momentos mais íntimos de melancolia,
esse característico ardor de arrependimento a subir com fervor pela espinha até chegar ate ao canto mais obscuro e longínquo da alma e instalar-se aí como um verme. São esses momentos que nos fazem perceber como é assustadora a condenação do nunca, do nunca mais. A dureza da inevitabilidade do mais intemporal dos advérbios é capaz de nos levar ao desespero, à tristeza profunda e à amargura, perante o facto de perceber que a pessoa que não demos devido valor, foi das coisas mais preciosas que alguma vez tivemos na vida...
To be continued...someday...