quinta-feira, 16 de abril de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Impressoões sobre Lisboa #1


Confesso: gosto mesmo de Lisboa! Gosto dela assim, suja, cheia de trânsito, poluída e envelhecida. Adoro-a pelos seus recantos pitorescos, pelas lojas temáticas e completamente loucas do Bairro Alto, pelos seus barzecos e restaurantes chiques com todo tipo de decoração (desde rococó, passando pela arte nova e pop art); pelas paredes envelhecidas das casas antigas da Graça, com as suas varandinhas tortas com roupa a secar...E os miradouros? Como são magníficos ao pôr-do-sol com a vista para o Tejo com os barquinhos a vela!Assim, quando tenho vagar, pego na máquina e vou a caça das impressões dessa Lisboa, da sua dimenção oculta, procuro-a nos bairros antigos da cidade, vageando sem rumo pelas ruelas tortas e becos sem saida em busca de recantos que abram a sua essência. Tenho gosto especial pelas casas antigas e degradadas, pois apresentam texturas magníficas e brechas intemporais de outros tempos, de vidas passadas.
Por isso mesmo, decidi retomar o tema iniciado há quase um ano. Deste modo, vou expor por aqui um conjunto de postales dedicados a imagens que tenho de Lisboa, a minha Lisboa, vista e percepcionada por mim.
Todos estão convidados para apreciar!
Fotografada em: Santos

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Impressões sobre ilusões


Há algum tempo para cá surgiu-me um pensamento curioso, daqueles que de repente invadem a nossa cabeça aparentemente vindos do nada e transformam-se num axioma da nossa vida. Numa desses momentos precedidos de uma serie de acontecimentos pensei para mim própria: não podemos ter algo que nunca tivemos. Esse algo tem haver, antes de mais, com as pessoas que nos rodeiam e com os sentimentos que nutrimos por elas. Sentimentos como confiança, afecto, amizade, mas sobretudo (e antes de mais!) com o nosso próprio bem-estar e com a segurança que a sua existência (ou a ilusão dela) nos transmite. Perder essa segurança por perceber que maior parte das pessoas com quem nos relacionamos acabará por nos magoar faz com que começamos a ter noção que muito poucos deles têm verdadeiro valor e ainda são menos aqueles que ficam ao nosso lado no matter what.
Moral da historia: a vida comprova a minha axioma: Só perdemos aqueles que na realidade nunca tivemos!

sábado, 31 de maio de 2008

Impressões sobre Lisboa


Já há algum tempo surgiu-me a ideia de fazer um conjunto de fotografias temáticas relacionadas com imagem de cidade de Lisboa que conseguiam transmitir a sua essência através de pormenores urbanos. Entretanto, deparei-me com uma tarefa muito dificil que consistia em reuni-las sob um único título, contudo após de alguns meses de procura e noites mal dormidas (certo exagero, mas fica bem...) fez-se luz! Numa das sessões fotográficas pelos bairros lisboetas deparei-me com um grafiti curioso que dizia Lisbon Chill Out Tour! Como não pensei nisso antes? Perfeito! É mesmo isso que eu preciso! E assim, esse pequeno plágio dum autor desconhecido está prestes de entrar para a história de fotografia mundial! :))))
So let’s the show begin!
P.S. Cada fotografia terá a indicação do lugar onde foi captada.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Impressões sobre saudade


Alguma vez lhe aconteceu ter saudades de algo com que se despediu sem qualquer arrependimento, tendo a certeza que essa despedida apenas lhe trazia benefícios? Se sim, sabe como é amarga a sensação de impotência perante a impossibilidade de fazer com que o tempo faça reversão de marcha e tudo que foi dito e feito possa ser apagado e esquecido como se fosse um jogo de faz de conta. Se alguma vez lhe aconteceu, já sentiu então naqueles momentos mais íntimos de melancolia,
esse característico ardor de arrependimento a subir com fervor pela espinha até chegar ate ao canto mais obscuro e longínquo da alma e instalar-se aí como um verme. São esses momentos que nos fazem perceber como é assustadora a condenação do nunca, do nunca mais. A dureza da inevitabilidade do mais intemporal dos advérbios é capaz de nos levar ao desespero, à tristeza profunda e à amargura, perante o facto de perceber que a pessoa que não demos devido valor, foi das coisas mais preciosas que alguma vez tivemos na vida...
To be continued...someday...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008